EX-FUNCIONÁRIO PROCESSANDO A EMPRESA: QUANDO VALE A PENA TENTAR UM ACORDO OU LEVAR O PROCESSO ATÉ O FIM?

11 de fevereiro de 2025

Disputas trabalhistas são comuns no meio empresarial. Um funcionário sai da empresa, se sente lesado e decide buscar seus direitos na Justiça. Para o empresário, surge a dúvida: vale mais a pena negociar um acordo ou enfrentar todo o processo até a sentença?

A resposta não é única e depende de fatores como o valor da ação, as provas disponíveis e o impacto financeiro e reputacional do processo.

O custo do tempo e do desgaste

Uma ação trabalhista pode levar anos para ser resolvida. O empresário precisa considerar não apenas os custos com honorários advocatícios, mas também o tempo gasto com audiências, produção de provas e possíveis recursos. O desgaste emocional e a imagem da empresa também entram na conta. Um litígio prolongado pode afetar a reputação do negócio, principalmente se houver repercussão entre clientes e fornecedores.

A solidez da defesa

Se a empresa tem provas consistentes de que cumpriu todas as suas obrigações, pode ser vantajoso levar a ação até o fim. Mas se houver risco real de condenação, um acordo pode evitar um desfecho pior. Além disso, o pagamento imediato de um valor negociado pode ser menos oneroso do que uma condenação com juros e correção monetária ao longo dos anos.

Acordo como estratégia

Negociar um acordo não significa admitir culpa, mas sim tomar uma decisão pragmática. Muitas vezes, a empresa consegue reduzir os custos ao resolver a questão rapidamente. Além disso, acordos bem conduzidos podem evitar novos processos, especialmente se a empresa demonstrar que busca resolver as questões de forma justa.

Por outro lado, um acordo muito alto pode incentivar novas ações. Se os funcionários perceberem que a empresa sempre cede, pode haver um aumento nas reclamações trabalhistas.

O que considerar antes de decidir?

  1. Valor da ação – A condenação pode sair mais cara do que um acordo?
  2. Qualidade das provas – A empresa tem documentos e testemunhas fortes para sua defesa?
  3. Impacto no caixa – Pagar um acordo agora é viável financeiramente?
  4. Precedente para outras ações – Um acordo pode incentivar novos processos?
  5. Imagem da empresa – O caso pode prejudicar a reputação da marca?

Cada caso deve ser avaliado com frieza e estratégia. O que parece vantajoso no curto prazo pode trazer problemas no futuro. Consultar um advogado com experiência em Direito do Trabalho é essencial para escolher o melhor caminho.