OS PRINCIPAIS MITOS SOBRE COMPLIANCE NAS EMPRESAS

3 de abril de 2025

No ambiente empresarial, o termo compliance tem se tornado cada vez mais presente. Contudo, junto com a sua difusão, surgiram também interpretações equivocadas que geram insegurança ou desinteresse por parte de empresários e gestores. A clareza sobre o que é, de fato, o compliance, é essencial para que as decisões internas sejam tomadas com responsabilidade e visão estratégica.

A seguir, confira alguns dos principais mitos que ainda envolvem o tema.

1. “Compliance é aplicável apenas a grandes empresas”
Esse é um equívoco recorrente. Empresas de pequeno e médio porte também estão sujeitas a normas legais e regulatórias. A adoção de práticas de compliance pode ser proporcional à estrutura de cada organização, com o objetivo de prevenir riscos e estabelecer diretrizes claras de conduta. Integridade e conformidade não dependem do porte, mas do comprometimento da gestão.

2. “Compliance serve apenas para prevenir atos de corrupção”
Embora a prevenção à corrupção seja um de seus elementos, o compliance abrange outras áreas igualmente relevantes. Trata-se de um conjunto de medidas que visa garantir o cumprimento da legislação, prevenir fraudes internas, proteger dados pessoais, assegurar práticas trabalhistas adequadas e promover relações contratuais mais equilibradas. É uma abordagem ampla, voltada à integridade das operações como um todo.

3. “A adoção do compliance torna a empresa burocrática”
A ideia de que o compliance engessa processos é infundada. Quando bem estruturado, ele contribui para maior clareza nas decisões, reduz conflitos internos e melhora os fluxos de trabalho. Estabelecer regras e padrões não significa criar obstáculos, mas sim oferecer segurança e previsibilidade às atividades empresariais.

4. “O compliance representa apenas mais um custo”
Ainda que haja despesas envolvidas na sua implantação, os benefícios superam os investimentos. A conformidade previne prejuízos decorrentes de autuações, disputas judiciais, perdas contratuais e danos à imagem institucional. Além disso, organizações que operam com ética e transparência tendem a obter maior credibilidade junto a clientes, fornecedores e parceiros.

5. “A responsabilidade pelo compliance é exclusiva do setor jurídico”
O êxito de um programa de compliance depende da participação ativa de toda a empresa, especialmente da liderança. A conduta ética deve estar presente no cotidiano das relações internas e externas. O comprometimento da alta direção é indispensável para que as normas deixem de ser apenas documentos e passem a refletir a cultura organizacional.

A adoção de práticas de compliance reflete um posicionamento responsável diante das obrigações legais e da ética nos negócios. Mais do que uma formalidade, trata-se de uma medida de proteção institucional, que contribui para a continuidade e a credibilidade da empresa no mercado.